Núcleo dos Cirurgiões Pediatricos da Bahia

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Dor abdominal

Raio-x Abdome Agudo


DEFINIÇÃO:

As dores abdominais são causadas por uma infinidade de fatores, tanto físicos quanto emocionais. Na maioria das vezes, desaparecem totalmente sem tratamento, porém, em alguns casos, podem ser sintomas de doenças mais graves. Apesar de geralmente não requerem maiores cuidados, alguns sinais de gravidade devem ser observados, e, sempre que surgirem, devem ser motivo de procura para atendimento médico o mais rápido possível:

  • Dor abdominal contínua por 3 horas ou mais;
  • Dor ou inchaço em virilha ou testículo;
  • Vômitos sem melhora por um período de 3h.
  • Vômito amarelo-esverdeado.

Divide-se em aguda e crônica. A forma aguda pode ocorrer secundária a trauma; obstrução (estenose hipertrófica de piloro, volvo, bridas, hérnia inguinal encarcerada, invaginação intestinal); infecção (apendicite aguda, enterocolite, ITU, pancreatite); alteração bioquímica intra-abdominal (GECA); doença extra-abdominal ou sistêmicas (pneumonia, pielonefrite, crise falcêmica, urolitíase, vasculites).
Já a forma crônica ou recorrente caracteriza-se por pelo menos 03 episódios de dor suficientemente fortes para interferir nas atividades habituais da criança por um período mínimo de 3 meses. É rara antes dos 05 anos e predomina em meninas. Cerca de 95% dos casos não apresentam causa orgânica relacionada, sendo considerados de natureza bio-psico-social. Dentre as causas orgânicas podemos destacar: Divertículo de Meckel, má rotação intestinal, dispepsia funcional, doença de crohn, neoplasia, adenite mesentérica, parasitose intestinal, corpo estranho, cólon irritável, intolerância alimentar, hepatite, colelitíase etc.

DIAGNÓSTICO: (Semiologia e exames essenciais)


a. História: Características da dor: início, fatores de alívio e agravo, duração, intensidade, tipo continua ou cólica, sintomas associados, trauma abdominal, tratamentos prévios.

b. Exame Físico: exame detalhado e seqüencial, buscando as alterações comuns a cada tipo de abdome agudo. Em alguns casos o toque retal é imprescindível.

c. Didaticamente, o abdome agudo se divide, segundo suas características, em :

1. OBSTRUTIVO: Cólica forte no início, criança agitada, vômitos biliosos e até facalóides, parada aguda de eliminação de gases e fezes, abdome distendido (tanto maior quanto mais baixa a obstrução), timpânico, tenso e doloroso a palpação, ruídos aumentados no início, e silêncio com o evoluir. Presença de peristaltismo de luta na parede abdominal (ondas de Kussmaul). Toque retal: sangue na invaginação, evacuação explosiva no mecacólon congênito ampola retal vazia ou com muco.

2. INFLAMATÓRIO: Dor à descompressão (também com a tosse e ao eleva ou dobrar pernas), rigidez e hiperestesia (ao toque com objeto pontiagudo) da parede abdominal, criança quieta, imóvel, postura antálgica, ruídos ausentes. Toque retal: doloroso à mobilização do reto.

3. HEMORRÁGICO: Palidez, taquicardia, lipotímia, pulsos finos, sudorese e sinais de irritação do peritônio (abdome em táboa).

4. PERFURATIVO: Semelhante ao inflamatório. (Pneumo-peritônio ao Raio-x de abdome).

5. TUMORAL: Presença de massa visível e/ou palpável. Cuidado com as dificuldades ao exame provocadas por: distensão, dor, obesidade e as massas do retro-peritônio.

6. MISTO: Apresenta sinais ou sintomas de outros tipos de abdome agudo simultaneamente. Todo abdome agudo pode evoluir para a forma mista.

Sinais de alarme na dor aguda (indicam necessidade de busca de auxílio médico urgente): Dor em cólica intensa, íleo súbito e vômitos, febre alta, abdome rígido ou tenso, piora com tosse ou movimento, melena ou hematêmese, tontura, palidez súbita, alteração da consciência.


EXAMES:

  • Laboratoriais: Hemograma, VHS, plaquetas, amilase, transaminases (TGO-TGP), Gama-GT, Fosfatase Alcalina, Beta-HCG, Sumário de Urina e urocultura. Parasitológico, Coprológico funcional, alfa-1-AT. Elisa H. pylori, antigliadina. Teste de tolerância à lactose.
  • Imagem: Raio-x de abdome em AP com as cúpulas diafragmáticas em ortostase e ultrassom do abdome total.
  • Exames especiais: Realizar para confirmação diagnóstica.

De imagem: Com contraste: Esôfago-gastro-duodenal, Trânsito de delgado, Enema opaco (com ou sem preparo), Ultrassom de abdome, Tomografia computadorizada, Ressonância nuclear magnética.
Procedimentos invasivos: Endoscopia digestiva com biópsias, Laparoscopia diagnóstica, Colangiopancreatografia retrógrada endoscópica (CPRE).


TRATAMENTO:

a)Clínico: hidratação, analgesia, reposição de eletrólitos, transfusão sanguínea (trauma), antibioticoterapia (infecções).
b)Cirúrgico: O tipo de cirurgia vai ser determinado pela patologia de base e pelo achado no intra-operatório, podendo variar de apendicectomia à laparotomia exploradora.



REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
1. Troncon, Luiz Ernesto de Almeida. Novas drogas no tratamento da dispepsia funcional: ArqGastroenterol V. 38 - no. 3 - jul./set. 200.
2. Howard R. Mertz, M.D. Irritable Bowel Syndrome: N Engl J Med 2003;349:2136-46.

LOCAIS PARA ATENDIMENTO PÚBLICO (SUS)

1. Hospital Geral Roberto Santos

2. Hospital Geral Ernesto Simões Filho

3. Hospital Santo Antônio

4. Hospital Martagão Gesteira

LOCAIS PARA ATENDIMENTO PRIVADO (CONVÊNIO-PARTICULAR)

1. Hospital Santa Izabel

2. Hospital Aliança

3. Hospital Jorge Valente

4. Hospital São Rafael

5. Hospital Tereza de Lisiuex – Hapvida

6. Hospital Santo Amaro

 

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"Em nenhuma circunstância as informações aqui publicadas substituem a consulta com o seu médico"

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