Núcleo dos Cirurgiões Pediatricos da Bahia

Imagem

Boa noite Paciente / familiar. É um prazer recebê-lo em nosso site

Patologias

CLIQUE NAS ÁREAS MARCADAS ABAIXO [+] E SAIBA MAIS SOBRE CADA SEÇÃO.

cabeça e pescoço
tórax
abdomen
membros superiores
pelvis e aparelho gênito urinário
membros inferiores

Histórico


NASCIMENTO DO NÚCLEO DE CIRURGIÕES PEDIÁTRICOS DA BAHIA

O Brasil da virada do século vivenciava um cenário de estimulo e plenitude das práticas neoliberais. Como tudo que se implanta por aqui, o neoliberalismo chegava incompleto. Chegou à abertura, a livre concorrência e a economia de mercado. Faltaram a regulação plena e as regras claras. A consequência: “o vale tudo”. “Salve-se quem puder.”
A Bahia e o setor de saúde não foram exceção à regra. Por um lado, o setor privado consolidava-se cada vez mais, operadoras de planos de saúde cada vez maiores e mais fortes, hospitais cada vez mais estruturados. Seja por controle do Estado, seja por livre concorrência, os preços de venda de seguros de saúde ao consumidor final encontravam um teto rígido. Da luta pela preservação do lucro, advinha então, uma austera política de contenção de custos, esta sim, sem nenhuma interferência do Estado. A tríade mão de obra, insumos e capital passou então a ser a solução na busca do equilíbrio orçamentário do setor. A regra era reduzir custo. Ocorre que o preço do capital obedecia a variáveis macroeconômicas que respondiam a interesses alheios à vontade do setor. Já os insumos eram defendidos por fornecedores muito bem estruturados e preparados para a livre concorrência, além de contarem com evoluções tecnológicas que lhes traziam ganho de produtividade e escala. Neste cenário “sobrou” pra mão de obra.
No lado público, a busca incessante pelo “superávit“, provocava um apertado contingenciamento de gastos públicos com a saúde, além de outros gastos sociais. Os especialistas diziam que com o próprio desenvolvimento da economia, a sociedade civil proveria os meios para a resolução destes problemas. A consequência seria um SUS subfinanciado e precário frente a um sistema bancário dinâmico pujante e eficiente.
Alheios a este cenário, os médicos viviam um curioso fenômeno onde assistiam ao enfraquecimento dos seus sindicatos, à precarização dos seus contratos, ao surgimento de falsas cooperativas que exploravam sua força de trabalho, além de uma austera política de controle de custos por parte das operadoras de planos de saúde que incidiam prioritariamente sobre os honorários médicos. A consequência foi a desvalorização do ato médico e a redução do valor da hora trabalhada a níveis insuportáveis.
Tudo isto acontecia a despeito de uma população e nível de renda crescente. Estava criado um paradoxo onde a Lei da Oferta e da Procura não funcionava. Havia aumento da demanda pelo serviço, enquanto o valor pago por este serviço diminuía.
As especialidades médicas sofriam de forma diferente, de acordo com características próprias. Sem perceber, os cirurgiões pediátricos desempenhavam uma atividade profissional cujo equilíbrio financeiro já não existia mais. Estes profissionais eram extremamente especializados, com preparação média de 11 anos, exerciam atividades exclusivas, mas na prática não eram remunerados nestas bases. O valor pago pela hora trabalhada não remunerava o esforço, o know-how, a responsabilidade e o investimento na atividade.
Alguns dos Cirurgiões Pediátricos já começavam a dedicar parte do seu tempo a outras áreas de atividade, como ensino, cirurgia geral, homeopatia, comércio, administração hospitalar, fazenda, auditoria médica etc. Faltava mais que remuneração adequada. Faltava qualidade de trabalho, segurança e principalmente, perspectiva futura. Deixava-se então, de investir tempo, energia e dinheiro na atividade e passava-se a buscar, em outras atividades, um pouco daquilo que faltava. Em determinados momentos não se encontravam cirurgiões pediatras para responder a determinadas Instituições, inclusive em caráter de urgência. Havia desassistência, as crianças que precisassem de um Cirurgião Pediátrico também pagavam por isto.
Neste cenário, a Cirurgia Pediátrica agonizava ao observar o envelhecimento dos seus profissionais, com uma baixa taxa de renovação. Não existiam programas de residência, não se formavam novos profissionais. Os que atuavam dividiam seu tempo entre outras atividades médicas ou mesmo não médicas. Não se ouvia egressos de faculdades falarem em serem Cirurgiões Pediátricos.
Foi neste cenário que se passou a discutir a necessidade de criação de uma organização plana, sem hierarquia, sem objetivos políticos. Esta organização teria o principal objetivo de defender os interesses econômicos e profissionais dos cirurgiões pediátricos no Estado da Bahia.
Era premente que se desenvolvesse uma ferramenta que permitisse que os processos de negociação de honorários dos Cirurgiões Pediátricos se desse de maneira organizada e independente. Foi constituída uma comissão de negociação, foram traçadas estratégias a serem adotadas, em seguida partiu-se para convencer os colegas a aderirem à esta estratégia. Foi muito diálogo, muitos telefonemas, e-mails e reuniões. Alguns entenderam e aderiram prontamente, outros duvidaram, precisaram de maior tempo para entender o que significava associar-se para um fim comum.
No dia 12 de março de 2007, no auditório do Hospital Martagão Gesteira, foi assinado um termo de compromisso que dava o primeiro passo para constituição do Núcleo de Cirurgiões Pediátricos da Bahia.
Desde então, esta organização vem atuando em diversas frentes no sentido de reestabelecer o valor do Cirurgião Pediátrico em nosso Estado, se consolidando como uma ferramenta eficiente na defesa dos interesses econômicos e profissionais desta categoria.
Ao tirar toda uma categoria de uma situação agonizante, onde o desequilíbrio econômico financeiro era a regra, foi possível florescer a revitalização e renovação de toda a especialidade. Ao longo destes anos, surgiram três programas de residência médica – Hospital Irmã Dulce, Hospital Martagão Gesteira e Hospital Geral Roberto Santos, já tendo sido formado quatro profissionais que permanecem atuando em nosso Estado, atualmente cinco estão em formação nestes programas. Foi possível o acolhimento de profissionais egressos dos programas de residência médica de outros estados. Foi observado uma procura por programas de internato, de forma espontânea por parte de estudantes de medicina. E foi este cenário que permitiu um vigoroso aumento no número de cirurgias oferecidas pelo sistema único de saúde, o surgimento de novos serviços e ampliação e organização dos serviços existentes, assim estabeleceu-se uma maneira organizada e abrangente de atender a demanda em cirúrgica pediátrica no Estado, ainda sem esquecer uma melhora significativa na qualidade do serviço prestado.
Muito ainda há para ser feito, mas o Núcleo de Cirurgiões Pediátricos já mostra por si só, um balanço positivo para os Cirurgiões Pediátricos e toda a comunidade baiana.

Dr.Carlos Emanuel Melo
Cirurgião Pediatra


NÚCLEO DE CIRURGIÕES PEDIÁTRICOS DA BAHIA
Rua Altino Sebeto de Barro, 173 - Sala 1202, Edf. Atlantis Multi Empresarial - Bairro Itaigara - CEP 41870-570 - Tel.: (71) 3506-5684. Acesso Restrito Administração. Desenvolvido por RanderNet